Neurofeedback para o Espectro Autista - Alphalearning Brasil - Neurofeedback, Treinamento Cerebral e aprendizado

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Neurofeedback e Treinamento Cerebral
Uma abordagem ampla para as Desordens do Espectro Autista

 
 

Implantando frequências diretamente no cérebro
Imagine poder observar em tempo real as disfunções no domínio bioelétrico do cérebro de uma pessoa autista.


Agora imagine um equipamento capaz de implantar diretamente no cérebro as frequências necessárias para se alcançar um relacionamento emocional, desenvolver a linguagem, aprender novos conhecimentos, coordenar o corpo e realizar tudo o que antes não era possível.

Este equipamento e esta técnica foram aperfeiçoados pelo Alphalearning durante os últimos 25 anos e, a seguir, detalharemos o seu desenvolvimento para o espectro autista, desvendando os seus mecanismos e realizações.

1. Os primeiros dias - Pyotr e Sofie
2. Neurofeedback, domínios funcionais e centro emocional
3. Perspectiva humana e a relação com outros problemas
4. Voltando ao autismo, domínios funcionais e neurofeedback
5. O que acontece no treinamento por neurofeedback, e como ele é feito?
6. Quando se percebe algum resultado?
7. Por que a criança aprende?
8. Resultados de longo prazo do treinamento cerebral e do neurofeedback

 

Os primeiros dias - Pyotr e Sofie
As principais aplicações estavam relacionadas ao aperfeiçoamento de pessoas de altas capacidades e fisicamente saudáveis, até a vinda de Pyotr, um rapaz de 17 anos com paralisia parcial no lado direito. Durante o seu treinamento com o Brainwave ele apresentou náuseas por 10 a 15 segundos e então se tornou extremamente relaxado. Ao final da sessão de 12 minutos, duas surpresas: ele estava apto a se equilibrar perfeitamente em cada pé e segurava firmemente com a sua mão direita. Nada similar havia ocorrido anteriormente.

Sofie era uma jovem de 16 anos com o seu lado esquerdo paralisado e o braço esquerdo convulsivo desde o segundo dia de vida devido a um colapso do pulmão e perda de oxigênio. Estava numa cadeira de rodas por 16 anos. Seu pai havia ouvido sobre Pyotr e desejou tentar o Brainwave com Sofie. Era o inverno de 1993.

Depois da primeira sessão de 12 minutos as convulsões no braço esquerdo estavam totalmente sob controle. Dentro de um mês, ela conseguia sair e voltar da cadeira de rodas sozinha. Pela primeira vez em 16 anos ela pôde ir ao banheiro sem ajuda.

Após mais de um ano, efeitos adicionais ainda eram descobertos em ambos os casos - suas forças físicas e mentais continuavam a se desenvolver: Pyotr - QI de 75 passou para 100, Sofie, QI de 85 passou para 135. Percebeu-se também que os mesmos procedimentos eram eficazes em uma variedade de outros problemas, incluído o autismo.


Com o acompanhamento das pessoas que realizaram o treinamento, desenvolveu-se uma triagem que pôde garantir o sucesso das novas técnicas para absolutamente todos os novos casos aceitos. Enquanto isso a compreensão científica do cérebro e do autismo avançava e os resultados alcançados pelo Alphalearning puderam ser observados em termos de um modelo compreensível.

Por abordar o comportamento ao nível do próprio cérebro, o neurofeedback e o treinamento cerebral abriam uma perspectiva inteiramente nova que não se incluía confortavelmente nem no modelo biomédico padrão nem no modelo comportamental do campo da saúde mental.

 
 

Neurofeedback, domínios funcionais e centro emocional
Da perspectiva do comportamento cerebral, o déficit mais óbvio no autismo está no nível da integração dos domínios funcionais. Desuniforme através destes domínios, aflige particularmente o centro emocional, aquele que nos permite agir de maneira socialmente conectada. Adicionalmente, há déficits também na conectividade funcional que opera nesta arquitetura falha.

Ao lado vemos a imagem de um experimento mostrando a ativação coordenada em vários centros cerebrais (particularmente nas áreas frontais e temporais) em duas pessoas fora do espectro autista (parte superior da imagem) enquanto em duas crianças autistas (parte inferior) não há a integração destes centros. A maior atividade no cerebelo das crianças autistas é entendida como uma resposta compensatória que, no entanto, adiciona uma nova disfunção e estresse ao cérebro.

Neste ponto entram o neurofeedback e o treinamento cerebral. Neste tipo de treinamento se trabalha para trazer a rede neural do centro emocional de volta à atividade, além de outras tarefas importantes. Temos que, necessariamente, operar dentro das limitações do que está disponível em termos de conectividade estrutural, mas a boa notícia é que esta conectividade emocional na criança autista repousa amplamente do domínio funcional e, portanto, é clinicamente acessível ao neurofeedback. Atualmente não há essencialmente nenhum outro meio comparável ao neurofeedback neste aspecto.

 
 

Perspectiva humana e a relação com outros problemas - Transtornos de apego reativo e de estresse pós-traumático
Além de adotar uma "perspectiva cerebral" para o autismo, é útil adotar também a perspectiva da criança para termos insights adicionais. Qual é a experiência de vida da criança autista que não está emocionalmente conectada? Podemos ter insights sobre isso refletindo sobre outras crianças que têm problemas severos de apego (geralmente conhecidos como "Transtorno de apego reativo"), aquelas criadas em orfanatos em tempos de guerra ou totalmente desestruturados, sem os benefícios dos cuidados iniciais. Tais crianças vivem num estado extremos de medo primordial. Nós derivamos o nosso senso de segurança dos nossos primeiros relacionamentos sociais e na ausência destas ligações confortáveis, a experiência da vida pode ser incerta, caprichosa e até mesmo ameaçadora. A falta de tranquilidade ao lidar com o seu próprio mundo leva o sistema nervoso a elevados estados de estresse. O cérebro não pode jamais relaxar a sua vigilância porque a criança não possui a experiência da sensação de segurança. Mesmo que a criança se apresente apática, o seu estado interno é invariavelmente aquele de um alto estresse - sem aparente exceção.


E surge então uma verdade ainda maior: na presença de vários tipos de disfunções, o cérebro tentará compensá-las aumentando a sua atividade geral (causando estresse). O efeito, no entanto, pode ser contraprodutivo e, de qualquer forma, impõe custos ao indivíduo. Todos nós sabemos muito bem o que acontece quando tentamos atuar num estado altamente agitado: a função cerebral sofre. O grande princípio em questão aqui é que problemas na conectividade cerebral não são meramente consequência. Eles são também a causa de disfunções adicionais. Isto pode ser melhor visualizado nos valendo uma vez mais de outra aflição: Transtorno de estresse pós-traumático.

Nesta condição, pode não haver nada na cadeia causal além do testemunho de um evento altamente traumatizante. Ainda assim, as duradouras consequências psicológicas podem devastar o restante da vida da pessoa. Neste caso não temos outra opção que não seja traçar de volta todas estas consequências adversas até o evento original, e tudo o que temos para trabalhar é a conectividade funcional (a qual está, demonstravelmente, alterada). Afinal, não houve um dano físico. Tudo o que ocorreu na experiência traumática reside no domínio funcional desde o início. Então, claramente, déficits na conectividade funcional são completamente suficientes para causar todo o tipo de estragos na nossa fisiologia, e isso é também o que ocorre no espectro autista.

 
 

Voltando ao autismo, domínios funcionais e neurofeedback
A significância desta observação é que quando nos direcionamos diretamente à conectividade funcional no autismo, não estamos apenas auxiliando nas consequências de outros déficits biomédicos, mas estamos também corrigindo um elemento importante na cadeia causal de disfunções dentro do seu próprio domínio. Isto ajuda a compreender por que o neurofeedback deve ser uma intervenção precoce no espectro autista. Dado o que se sabe no momento, acredita-se que deve ser a primeira abordagem adotada por qualquer família cuja criança é suspeita de começar a exibir características autistas. Famílias que já estão envolvidas em outras terapias deveriam considerar a inclusão do neurofeedback como a maior prioridade.

 
 

O que acontece no treinamento por neurofeedback, e como ele é feito?
A abordagem tradicional do Neurofeedback identifica os desvios nas conectividades funcionais e os corrige em treinamento. No entanto, os desvios são numerosos e mesmo seguindo-se um princípio orientador para determinar a ordem correta na qual eles deveriam ser corrigidos, algumas abordagens funcionam e outras não.
Sistema nervoso superexcitado de um autista nos primeiros instantes da sua primeira sessão
No Alphalearning desenvolvemos uma abordagem diferente, uma que parte da observação já feita acima de que a criança autista vive com um sistema nervoso superexcitado, em constante estresse, e que isto não proporciona a ela qualquer vantagem. A imagem ao lado, o EEG de uma criança autista, confirma isso, mostrando três pontos importantes: 1) um profundo desequilíbrio entre os hemisférios cerebrais (o hemisfério direito tem muito mais atividade), 2) uma atividade excessiva de frequências altas em ambos os hemisférios (barras verdes, rosas e amarelas) e, finalmente, 3) característica do autismo, ondas theta extremamente fortes (barras horizontais em azul escuro fugindo da escala de leitura).

Acreditamos que o mais apropriado é retirar o cérebro da criança do seu permanente estado de emergência e desequilíbrio. Isso pode ser feito de maneira quase imediata com toda criança autista que tenha sido aprovada pelo nosso sistema de triagem, qualquer que seja o seu nível de funcionalidade ou idade. Esta estratégia encontra reforço no nosso trabalho com pessoas afligidas pelo t
ranstorno de estresse pós-traumático, por traumatismo cranioencefálico e com disléxicos. Estas três classes de problemas e o autismo terão a mesma abordagem inicial de neurofeedback e treinamento cerebral porque o objetivo inicial é comum a todas elas: mover o sistema nervoso para um lugar mais calmo, controlado e equilibrado.

O processo básico segue as seguintes etapas, sempre com a análise em tempo real do EEG:

1. Inicialmente é feito um registro do EEG enquanto a criança realiza um teste de 4 minutos que envolve 6 funções intelectuais distintas, o que oferece 24 diferentes aspectos de leitura deste EEG.
2. Após a análise desta leitura se escolhe (ou se desenha) um programa de estímulo óptico-acústico que iniciará o treinamento propriamente dito por 12 minutos. Este equipamento implanta determinadas frequências diretamente no cérebro.

3. É realizado novamente o teste de 4 minutos (passo 1 acima).
4. Agora com três leituras de EEGs disponíveis para análise, organiza-se atividades que serão feitas com o auxílio do estímulo óptico-acústico. Em alguns casos as atividades serão de neurofeedback (jogos no computador comandados pelas ondas cerebrais) e em outros serão atividades já do dia-a-dia da criança.

 
 

Quando se percebe algum resultado?

Efeitos, na mesma criança, durante a primeira sessão com o Brainwave

Melhoras funcionais já são observadas durante os primeiros 12 minutos, causadas apenas pela mudança no estado geral de funcionamento do sistema nervoso. Ainda que a criança inicie o treinamento desconfiada dos eletrodos colados à sua cabeça, tão logo o treinamento tenha início, habitualmente uma tranquilidade pode ser observada e uma certa compostura desce sobre o seu corpo. Algumas crianças podem mesmo permanecer completamente paradas e já se observou algumas adotarem uma posição de meditação - tudo isto uma grande exceção no comportamento de quem chegou apenas há poucas horas.

Comparando a imagem acima com a anterior é fácil perceber que a atividade entre os hemisférios cerebrais já começou a entrar em equilíbrio. A redução do estresse entre os hemisférios é condição sine qua non para qualquer progresso que se queira alcançar. Ao contrário do neurofeedback habitual, onde se espera que a pessoa alcance por si só este estado - quando então o computador oferece uma recompensa em algum tipo de jogo ou som - o Brainwave implanta as frequências e o equilíbrio desejado diretamente no cérebro.

O cérebro da criança percebe que a informação apresentada no treinamento é importante e a leva a um estado melhor. Aquelas que acompanham as suas ondas cerebrais na tela do computador percebem que de alguma maneira as imagens refletem a sua atividade cerebral. Uma vez que o cérebro esteja sendo apresentado a esta experiência, ele quer manter-se neste estado.  Pode-se pensar nisto como uma meditação guiada para o cérebro autista - e a criança saboreia a experiência, deixando que eletrodos, luzes e fone de ouvido não a incomodem mais. Com a prática do treinamento o cérebro irá assimilar os novos hábitos de funcionamento. Durante todo esse tempo, melhoras funcionais continuam a emergir enquanto outras se consolidam.

 
 

Por que a criança aprende?

EEG da mesma criança, 15 dias depois

O estímulo óptico-acústico oferecido pelo Brainwave serve como um apelo aos mecanismos pelos quais o cérebro mantém a sua própria relação de sincronismo e frequência. Ele retira o cérebro de seu estado indesejável, invocando, assim, os seus próprios recursos de controle à tarefa de restabelecer a regulação.
O neurofeedback é, portanto, um processo de aprendizagem no qual o cérebro aumenta suas habilidades nativas de auto-regulação.

Na imagem acima o EEG da mesma criança das imagens anteriores, mas 15 dias após a primeira sessão. Novamente três pontos devem ser ressaltados: 1) o equilíbrio entre os hemisférios é muito maior, 2) as ondas de alta frequência (barras verdes, rosas e amarelas) se reduziram e 3) as ondas Alpha (barras horizontais em azul claro) já estão superando as ondas theta (barras em azul escuro), tornando a criança disponível para receber informações e aprendizados do mundo exterior.

Algumas recompensas reforçam para o cérebro que o novo estado deve ser aprendido:

1. Relaxamento e equilíbrio cerebral

Depois de muitos meses, geralmente anos, vivendo com o cérebro constantemente em alta atividade e estresse, pela primeira vez a criança pode alcançar, com a ajuda do Brainwave, um estado de relaxamento e equilíbrio. Esta recompensa é suficiente para ensejar o aprendizado.

2. Relacionamento emocional

O comum é que após a primeira sessão de treinamento, oferecida a oportunidade, a criança apresente um relacionamento emocional com os pais nunca apresentado anteriormente. Explicamos acima que a regulação dos afetos está intimamente relacionada com a regulação do estresse, que se influenciam mutuamente. Na realidade a escolha de atingir inicialmente o centro emocional é por ser esta a forma mais direta de treinar a regulação do estresse.

3. Estabilidade cerebral progressiva

O cérebro se torna progressivamente muito mais estável pois novas habilidades se acumularão durante os próximos treinamento. De modo geral a criança lidará com a sua vida de forma mais tranquila e equilibrada e a ela será apresentado todo um programa de aprendizado para ocupar e desenvolver o seu novo estado cerebral.


Este treinamento pode ser de grande auxílio para crianças nas quais o autismo é complicado por convulsões. De fato, a epilepsia foi a primeira indicação clínica para a qual a eficiência do neurofeedback foi provada em pesquisas com animais e humanos, tornando o foco em epilepsia apropriado. O ciclo é totalmente consistente: movendo a criança para estados mais equilibrados ajudamos na estabilidade cerebral. O controle das convulsões então pode abrir a porta para uma função cognitiva mais elevada. Assim é iniciado um ciclo virtuoso no qual cada avanço específico promove também o objetivo geral de uma funcionalidade aprimorada.

 
 

Resultados de longo prazo do treinamento cerebral e do neurofeedback

Se tudo corre como o esperado, a agenda organizada pelo Alphalearning gradualmente prolifera em termos de objetivos e progressos em diversas frentes. Leitura e matemática se unem a habilidades atléticas e artísticas oferecendo um conjunto de possibilidades para o desenvolvimento afetivo da criança. Cada característica do comportamento autista pode ser corrigida, uma após outra. Isto geralmente acontece numa ordem semelhante à nossa sequência geral de desenvolvimento.

Neste ponto os familiares já detêm uma boa dose de conhecimento e segurança para assumirem o treinamento de todos em casa com o seu próprio Brainwave, sempre tendo à disposição a supervisão do Alphalearning International. Não há um final óbvio do treinamento, pois um cérebro crescentemente mais capaz continua a desenvolver novas competências. De alguma maneira a nossa sociedade precisa garantir que toda criança autista tenha a oportunidade de expandir os seus horizontes mentais com o neurofeedback.

 
 

Finalizando
Além do ingresso da criança autista num mundo de relacionamentos emocionais e da diminuição ou eliminação de diversos outros sintomas relacionados ao espectro autista, uma série de outras demandas pode ser alcançada com o treinamento cerebral e o neurofeedback. Problemas relacionados ao funcionamento e auto-regulação cerebral, como a solução da dislexia e TDAH, o aumento da performance acadêmica ou artística, a solução de desordens resultantes de problemas no nascimento e a solução da fibromialgia podem ser corrigidos dentro do prazo de dias ou semanas, ainda que a permanência do treinamento orientado pelo Alphalearning deva perdurar por mais tempo.


Após o curso o cliente conta com o acompanhamento do Alphalearning International pelo tempo que for necessário para que domine a leitura de seus EEGs e opere com segurança os softwares de neurofeedback e estímulo óptico-acústico. Além disso, uma agenda que desenvolva plenamente uma criança (autista ou não) ocupará anos da sua vida e fazemos questão de acompanhar a realização destes objetivos.


Entre em contato conosco e agende a sua entrevista para esclarecer as suas dúvidas e agendar o seu curso.

 
 
 
 
 
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