Revolução Alphalearning II - Alphalearning Brasil - Neurofeedback, Treinamento Cerebral e aprendizado

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A Revolução Alphalearning II

 
 

Este artigo foi preparado durante 10 anos e incluiu dezenas de entrevistas com médicos, cientistas, corporações e famílias que estiveram envolvidos com o trabalho do Alphalearning Institute ou frequentaram algum dos seus cursos.

 

Variações deste artigo foram publicadas em várias revistas, periódicos e jornais por todo o mundo. Jules Marshall, seu autor, assistiu pela primeira vez a demonstração do Brainwave I em junho de 1992 numa conferência internacional sobre tecnologia de ponta e completou a primeira edição deste artigo em setembro de 1995 (veja aqui o texto completo) depois de entrevistar dezenas de executivos, cientistas e famílias por toda a Europa e participar dos cursos com Kris e a família Van Es.

Durante o último ano (julho de 2002 a junho de 2003) ele entrevistou novamente os primeiros clientes e os recentes para a confecção deste artigo.

A Revolução Alphalearning II

Texto de Jules Marshall, fotos de Floris Leeuwenberg

Copyright 1995 - 2003: Jules Marshall / TCS


No Alphalearning Institute algo muito especial está realmente acontecendo. Especial, incrível, revolucionário - até mesmo assustador.



Eu estou na charmosa cidade suíça de Lugano, ao lado de um belo lago, num curso para empresários de € 1.000 por dia, cinco dias de duração. O nome do curso é simples e despista: "Saber Aprender" ("Learn to Learn" no original em inglês). Eu digo "despista" porque, essencialmente, eu e os outros participantes do curso estaremos aprendendo a executar neurocirurgia em nós mesmos, "através da criação imediata e irreversível de mudanças em nossos cérebros". Por outros € 6.000 eu pude levar para casa a ferramenta para executar isso. Seríamos loucos ou apenas saímos na frente de uma revolução educacional e médica?

Saber Aprender é o curso dirigido pelo Alphalearning Institute como um pré-requisito para comprar a sua Estação Brainwave I - um sofisticado aparelho de Eletroencefalograma (EEG) que funciona junto a um software de treinamento combinado com um PC, fones de ouvido e 16 pequenos LEDs. O Brainwave é uma ferramenta de incrível potencial que impressiona e assusta, em igual medida, os seus inventores.

No curso comigo estão dois terapeutas que esperam integrar o sistema na sua prática profissional em Toronto e uma mulher Suíça que está redigindo um relatório para a Região de Ticino sobre política de educação (seu relatório recomendou uma imediata integração da tecnologia Alphalearning no processo de aprendizado). Um executivo Holandês que está abrindo uma consultoria de "superaprendizado" e que foi orientado pelas pessoas do ramo que a tecnologia Alphalearning é indispensável, se juntará a nós no meio da semana para o seu segundo curso.

Durante a semana, nós estaremos usando o EEG e o estímulo óptico-acústico de acordo com técnicas milenares e contemporâneas, firmemente estabelecidas, de alteração dos estados mentais sem o uso de químicos. De hipnose e visualização, passando pelo biofeedback, Programação Neurolinguística (PNL), exercícios para os olhos e Mind Maps. Juntos eles formam um sistema que desenvolve a elasticidade do cérebro para facilitar o seu equilíbrio e oferece as ferramentas para mantê-lo assim, e para manipular a entrada e lembrança de informações com muita rapidez.

Adicionalmente aos nossos interesses profissionais, nos foram prometidos benefícios pessoais que incluíam duplicar ou mesmo triplicar a velocidade de leitura sem qualquer perda da retenção da informação, até 20 pontos adicionais no teste de QI e um grau de controle do estado do nosso cérebro que por milhares de anos têm requerido de 15 a 20 anos de prática para dominar. Tudo em cinco dias.

Isso realmente soa exagerado. Mas isso não o faz necessariamente fraudulento ou falso - embora algumas vezes difícil de provar em termos científicos. Também não evitou que centenas de executivos de corporação de nível global (Olivetti, Raychem, KLM, Ford, Fisons), pessoas ricas (de banqueiros Suíços a Príncipes Sauditas e famílias com nomes como Richard Branson), pilotos de Fórmula I (David Coulthard), banqueiros, militares de diversos países e atletas olímpicos participassem do curso. Todos o fizeram - apenas mantêm silêncio sobre isso.

Eu tenho mantido um contato esporádico com o Alphalearning por oito anos desde o meu primeiro artigo e fotografias com muitas pessoas dos cursos (durante dois anos de pesquisa) e o vi mover-se da Holanda para a Alemanha e para Hong Kong e então Coréia antes de se estabelecer no seu endereço atual em Lugano. Eu tenho falado com muitos participantes do curso e as histórias que eles me contam sobre os efeitos - algumas vezes extraordinários - adicionais do curso têm o potencial de levantar uma incredulidade furiosa de muitos estabelecimentos médicos e colocar o Instituto na linha de fogo da FDA (Federal Drug Authority), a feroz guardiã do licenciamento de remédios e procedimentos médicos dos Estados Unidos - e por extensão do mundo.  

A manhã do primeiro dia do curso "Saber Aprender" se inicia discretamente. Os participantes aprendem sobre o cérebro - sua estrutura e funcionamento, como ele presta atenção, guarda e recupera memórias e assim por diante. É interessante, dinâmico e bem apresentado, com ciência, anedotas e exemplos combinados de maneira carismática e observadora.

Algumas das informações eram mais não-ortodoxas quando ele as expôs pela primeira vez nos anos de 1990: "a maioria das pessoas têm algum grau de dano cerebral, mas isto pode ser consertado". Ou "ondas cerebrais são contagiosas" (o cérebro as emite assim como as recebe), por exemplo. Mas essas afirmações, enraizadas em conceitos Tibetanos e orientais do cérebro e observadas por milhares de anos, não nasceram apenas das práticas e resultados do Alphalearning. Através dos anos 1990 - a Década do Cérebro e um período de aumento sem precedentes do nosso conhecimento deste órgão complexo e frágil - a ciência tem lentamente confirmado estes conceitos.

Apropriadamente conciso, durante a tarde todos nós tivemos a nossa primeira sessão com a Estação Brainwave. Tudo se inicia com um sucinto teste padrão para avaliar danos cerebrais e a gravação em vídeo de aspectos visíveis como simetria facial e caminhada (que são passíveis de mudanças tão rápidas com o equilíbrio cerebral que são difíceis da própria pessoa acreditar posteriormente), e assim nos preparamos, com não pequena curiosidade, para continuar.

Um EEG é gravado através de 4 pequenos eletrodos, adesivados na cabeça do cliente, que se ligam a uma caixa cinza tornando possível ver a atividade cerebral na tela do computador em tempo real. Esta gravação é então avaliada para determinar as áreas "fracas" e "fortes" do cérebro evidenciadas pelas características de suas ondas: amplitude e equilíbrio da atividade esquerda-direita e frontal-posterior.

Luzes e fones de ouvido são usados para implantar certas frequências e sincronizar as 4 principais seções do cérebro (anterior e posterior, hemisférios direito e esquerdo). O programa usado é baseado nos resultados do primeiro EEG. Exercícios de biofeedback são realizados permitindo ao usuário ouvir e ver as frequências das suas ondas cerebrais e o equilíbrio entre os hemisférios esquerdo-direito. Graças ao fenômeno biológico chamado Follow Frequency Response, o cérebro é atraído aos sons e imagens de equilíbrio perfeito e assim, equilibra e afina a si próprio.

Um segundo EEG é gravado para comparação com o primeiro para medir os efeitos e resultados da sessão de treinamento. Este EEG é usado para determinar a programação do software que controla a emissão de luzes e sons para a próxima sessão. Toda esta sequência toma em torno de 30 minutos. E, de fato, nossos EEGs mostram que os nossos cérebros estão mais equilibrados e que a mudança é permanente.

Durante os próximos dias, esta sessão será repetida muitas vezes, em conjunto com outras técnicas mencionadas. Por exemplo, depois de várias audições e visualizações para familiarizar o cérebro com o relaxante estado Alpha - o melhor para assimilar novas informações - usa-se o software Lotus (controle dos estímulos óptico-acústicos) para nos colocar neste estado, então através da PNL cria-se uma âncora para ele - e assim seremos capazes, daí em diante, de entrar neste estado instantaneamente por vontade própria.

Durante toda a semana há um tanto de psicodrama pois "Saber Aprender" é essencialmente sobre fazer com que o cérebro de alguém aceite mudanças, o que muitos de nós resistimos erigindo defesas psicológicas sofisticadas (ainda que fundamentais) que precisam ser desfeitas. De fato, ao longo do curso de 5 dias, a sala será sacudida com emoções que ocasionalmente explodem para as áreas públicas do hotel no qual o curso está sendo oferecido.

Mas este drama não é nada comparado a quando o outro lado do Instituto está em ação, o lado que usa esta tecnologia / sistema para curar uma crescente gama de enfermidades e deficiências difíceis, quando não impossíveis, de tratar. O curso do Alphalearning foi desenvolvido como uma ferramenta para empresários, uma maneira de ajudar os executivos a lerem mais rápido e memorizar mais; mas muitas pessoas têm recebido melhorias não esperadas, melhorias estas que levantam profundas questões sobre o self e como ele mantém a saúde em todos os seus aspectos.

O objetivo da maioria das religiões, artes marciais e curandeiros dos últimos 5.400 anos tem sido equilibrar os hemisférios esquerdo e direito do cérebro. A crença era que o cérebro, corpo, mente e emoções estavam todos interconectados e que, equilibrando um, todos os outros também se tornariam mais equilibrados. Isto não apenas algo que nós instintivamente sentimos, mas algo que a ciência vem dando cada vez maior suporte.

Várias técnicas (alguns livros dizem que excedem uma centena) têm sido desenvolvidas e ensinadas através dos anos. Tai Chi é um exemplo clássico de que a concentração no equilíbrio do corpo leva à harmonia física e mental. Aikido é outro exemplo da combinação de habilidade física com intenção mental. O primeiro objetivo aqui também é o equilíbrio, inicialmente físico, levando a uma estabilidade mental e emocional. Outras técnicas têm sido desenvolvidas, como mantras (repetição de um som) ou uma mistura de cores, como na mandala.

Um caminho mais rápido era necessário. Executivos de grandes corporações não queriam se sentar numa pedra e entoar mantras por 15 a 20 anos, eles queriam uma solução imediata. Então vieram as questões: como essas técnicas funcionavam e por quê? Qual era a teoria que as suportava?

Luzes e sons têm sido usados por muitos milhares de anos para influenciar o estado da mente e das emoções da humanidade. As primeiras versões (65.000 anos atrás) contavam com dançarinos em torno do fogo criando o primeiro efeito estroboscópico, enquanto batidas adicionavam ritmos. Efeitos similares foram desenvolvidos pelos cantos Tibetanos de ritmo repetitivo, que transportam os monges e mesmo os demais ouvintes para o domínio de uma bem-aventurada meditação. Mesmo então já estava claro que baixas frequências de luzes e sons faziam com que as pessoas se sentassem calmamente e aprendessem melhor. Adicionalmente, o efeito era imediato (embora efêmero).

Durante os anos 1970 as primeiras máquinas programáveis de luzes e sons foram desenvolvidas na Califórnia. Inicialmente para aperfeiçoar a apreciação musical e as experiências meditativas, o interesse cresceu na intenção de ensinar às pessoas a gerar as ondas Alpha através de biofeedback.

O problema com as máquinas de luzes e sons era que uma prática diária de 40 a 60 minutos era necessária para se alcançar um efeito mensurável no cérebro - e a prática deveria ser mantida para sempre para se manter o efeito, e a maior parte das pessoas não investiriam este tempo. Outro problema foi que, embora os equipamentos pudessem facilmente mudar as frequências cerebrais e assim controlar os processos de pensamento e de funcionamento do corpo, elas não tinham um efeito duradouro. Desligadas as luzes - desligado o efeito.

O Alphalearning Institute descobriu uma maneira de manter a mudança uma vez que as luzes fossem desligadas. Isto levou três anos de testes com inúmeros parâmetros - frequência de luz e som, vários fatores de input / output, combinações com técnicas não tecnológicas, antes de propor um sistema que mudou muito pouco nos últimos 10 anos. Isto porque funcionou. Este sistema pode ser usado para treinar o seu próprio equilíbrio cerebral em 30 a 35 horas, junto com a habilidade de entrar em Alpha imediatamente e por vontade própria.

Uma mistura eclética de ciência comprovada, pesquisa científica inédita, paraciência e filosofia oriental - além da sua própria singularidade - tem sido um problema para o Alphalearning. Peter Selkirk, um executivo sênior da empresa Raychem UK (que assumiu as rédeas de um co-patrocínio do estudo inicial através da Raychem Bélgica, Heinkel e ICL foram outros patrocinadores), diz, "Enquanto o topo dos diretores e gerentes da empresa (na Raychem Bélgica) assumiam as idéias do curso, aumentavam as preocupações sobre a sua aceitação. O quanto ele influenciaria? O quão longe a empresa Raychem decidiu ir? Este é um outro exemplo do medo que se encontra quando se vai além da ciência habitual - e o fato é que é muito difícil distinguir entre o charlatão e o inovador"

Peter Selkirk fez o curso no início de 1994. "Entendo como eles se sentem. Entretanto o curso foi profundamente emocional e intelectual". Embora popular entre as pessoas que o fizeram, o curso nunca se tornou uma tendência como os habituais cursos de vendas. "Esta é uma das frustrações dos cientistas do Alphalearning Institute, e é compreensível", diz Selkirk. "Óculos e fones de ouvido fazendo o seu cérebro melhor? Isso faz uma pessoa engolir a seco"

Mas Selkirk e a sua esposa Cornelia não tiveram tais dúvidas - não desde que o seu filho Harry passou pelo Brainwave I, uma ocasião que mudaria totalmente o rumo das pesquisas do Alphalearning Institute.

Inúmeras "anomalias" benéficas ocorreram durante os testes iniciais com os executivos - pequenos tics e problemas que permeavam toda a vida de cada um desapareceram - e apenas por divulgação entre conhecidos, os pais começaram a trazer as suas crianças com problemas. Em fevereiro de 1994, Harry Selkirk tinha apenas dois anos - inexistia assim qualquer temor de um efeito placebo. Ele foi trazido para uma sessão no Reino Unido no mesmo dia em que um novo conjunto de LEDs especiais para os óculos chegou do fornecedor.

Por algum tempo os técnicos do Alphalearning Institute haviam suspeitado que a frequência da luz utilizada faria diferença - poderia tornar as mudanças permanentes. Mas a reação de Harry impressionou-o. Um pé torto (equinovarus) que Harry tinha desde o seu nascimento desapareceu na primeira sessão de 12 minutos - e assim permaneceu.

Nos meses seguintes, esses efeitos colaterais saudáveis continuavam acontecendo. Não apenas melhora de concentração, confiança, mas diminuição de erupções na pele, da depressão e controle da dor, sem falar no tratamento de vícios, TDAH, vários tipos de dislexia e muitos casos de epilepsia - todos se livraram de todos os medicamentos utilizados para controlar o problema.

Tornou-se claro - ao menos para o Alphalearning Institute - que o que se iniciou apenas como uma maneira de ensinar executivos a lerem mais rápido e memorizar melhor ameaçava se tornar uma explosiva revolução médica. Então o Instituto teve que decidir qual era o seu ramo profissional.

"Nós no Alphalearning Institute não acreditamos mais que haja qualquer diferença básica entre dislexia ou autismo ou qualquer das outras 50 a 100 'desordens cerebrais'. Nós agora acreditamos que o denominador comum é um dano elétrico no cérebro. O caso é que danos em diferentes partes do cérebro causam sintomas externos diferentes, tanto fisiológicos quanto psicológicos", dizem os cientistas do Instituto. "E nós podemos consertar isso".

"Prova" é um conceito complexo - assim como "cura". Por um lado, tem havido uma diminuição da racionalidade nas últimas décadas. A ciência como a única árbitra verdadeira tem exercido o papel de acusadora. Por outro lado, como convencer as pessoas de alegações incríveis? Como mobilizar o governo e as organizações de saúde para mudarem os seus caminhos e oferecerem acesso a uma tecnologia herege como essa?

Até 2002 houve mais de 3.500 participantes no curso, e a lista de incríveis benefícios continua a crescer. Menos dramático mas ainda assim notáveis são as pequenas, quase imperceptíveis mudanças que ocorrem com o treinamento regular do Brainwave, de reflexos rápidos e aumento da clareza mental e sentido de alerta, a maior intuição e olfato apurado.

 
 

Um acadêmico que o Alphalearning Institute tem tido acompanhando o seu trabalho é o Professor Rainer Dieterich, psicólogo e decano da Bundeswehr University em Hamburgo. Ele acha a abordagem do Alphalearning promissora, não sendo ligada a teorias específicas e não influenciada por qualquer ideologia - raro no campo da psicologia. É justamente esta característica eclética que cria ceticismo entre os cientistas.

Dieterich usa o sistema Alphalearning para treinar em grande velocidade oficiais militares (alemães) a falar Francês (melhorando o resultado de 12 para 36 palavras por hora). Outras aplicações incluem treinar pilotos de helicóptero a memorizar os 40 passos necessários para evacuar um helicóptero em queda e, aos paraquedistas, os 14 passos necessários para pular de paraquedas.

Por um tempo o Alphalearning Institute decidiu concentrar seus esforços na dislexia, um espectro de condições que ele acredita serem todas danos cerebrais relacionados e todos tratáveis. A "US National Adult Literacy Survey" em 2002 encontrou 44 milhões (de 191 milhões de americanos adultos) no nível 1, o mais baixo nível de leitura, que cria "dificuldades na utilização de habilidades de leitura, escrita e pensamento considerados necessários para a vida diária".

Quase um quinto das crianças da escola primária do Reino Unido estão registradas como tendo sérias dificuldades de aprendizado, o dobro da última década. Não se sabe quanto dinheiro está envolvido porque muito dele é gasto de maneira privada. Uma escola especializada para disléxicos em Londres cobra £5,625 por semestre (em torno de R$ 30.000 por ano).

Qualquer que seja a causa (os cientistas no Alphalearning Institute culpam práticas modernas da obstetrícia) e o custo financeiro, o custo social desta catástrofe é imensurável. Sem leitura, sem acesso ao restante do currículo e numa economia dirigida pelo conhecimento o investimento sem resultado para um disléxico e o impacto de constantes falhas para a auto-estima de uma criança é debilitante - não deveria causar surpresa que 66% dos prisioneiros nos Estados Unidos são analfabetos funcionais.

Pergunte a Julia Lowes sobre dislexia. Sua psicóloga educacional, uma especialista em dislexia, diagnosticou Julia "disléxica severa, de fato uma das apenas seis genuínas disléxicas que ela encontrou em 16 anos". Ela eventualmente e relutantemente fez o curso do Alphalearning em 1994, depois de ter sido atormentada pelo seu irmão, que descobriu o curso quando tentava desesperadamente voltar à universidade após um dano cerebral decorrido de um acidente automobilístico.

 
 

"Com três horas de curso, logo depois da minha primeira sessão com o Brainwave I, eu telefonei para a minha mãe e pedi que ela me comprasse um livro", diz Julia. "Eu imediatamente, e pela primeira vez em minha vida, vi que eu podia relaxar o meu cérebro o suficiente para ver as palavras. É difícil descrever, sem falar ensinar: como você 'relaxa' o seu cérebro?" Tem havido uma melhora gradual desde então, com a sua velocidade de leitura vindo de 3 palavras por minuto para 190 ppm.

Quando Julia e a sua mãe voltaram para a sua psicóloga educacional, ela "arrogantemente explicou como todos os tipos de mudança podem acontecer, adolescência, etc. Ela pulou as partes 2 e 3 do Wechsler (teste de QI) para evitar a discussão e o confronto com as mudanças reais que haviam ocorrido, mudanças que apenas poderiam ter vindo do curso", diz a sua mãe Pippa. "A psicóloga simplesmente bateu com a porta na nossa cara".

Julia era uma tratadora de cavalos olímpicos, e quando ela comprou o Brainwave I ela o levou para o seu trabalho. Em pouco tempo vários jockeys e treinadores notaram o quão calmos estavam dois dos cavalos que Julia cuidava. Eram justamente os dois mais próximos ao seu PC, o que fez retornar a sua mente as alegações do Alphalearning Institute que "ondas cerebrais são contagiosas" - talvez até mesmo para os cavalos?

Ela teve a sua chance de testar a sua teoria em Dubai, para onde ela foi levada pelo Instituto, que estava ministrando um curso privado para dois Sheiks. Um tinha um cavalo cinza de 8 anos que era impossível para qualquer um se aproximar sem causar uma extrema aflição. Seu veterinário estava tendo dificuldades crescentes de se aproximar mesmo com o animal tendo a cabeça amarrada, e só podia ser montado após uma batalha longa e cansativa. Ela colocou os headphones sobre a nuca do animal e segurou as luzes em frente aos seus olhos - tudo filmado pelo Alphalearning - e, incrivelmente, o sistema parecia funcionar em animais também. "Todos olhavam para mim !" ria Julia. "Seus queixos quase tocaram o solo quando viram o cavalo me seguindo como um meigo animal de estimação, em apenas vinte minutos"

Julia atualmente trabalha como uma "encantadora eletrônica de cavalos" no Reino Unido em 75% do seu tempo."É um mundo conservador este do treinamento de cavalos, ainda que esteja voltando o seu olhar para remédios e terapias alternativas", diz ela. "As pessoas têm sido bastante céticas. Eu lembro um velho Sir chamando a minha técnica de 'mumbo jumbo' mas ficando chocado depois que eu fiz a primeira sessão. Ele não podia acreditar que era o mesmo cavalo".

Mas a sua real paixão está em ajudar crianças como ela. "Inúmeras portas da indústria da dislexia têm sido batidas na minha cara. Os institutos simplesmente não querem saber. Eles temem que todos perderão os seus trabalhos, embora eu acredite que haverá mais trabalho para eles com este equipamento".

A única maneira de saber como tudo isto funciona, é realmente indo ao curso com o Alphalearning. Você precisa fazer o curso e utilizar o Brainwave para acreditar. E aqueles que fizeram o curso realmente acreditam, e eles tratam também os seus familiares.

No final de 2002 entrei em contato com algumas das famílias que havia mantido contato oito anos antes. Karin, mãe de Kris; Jos, que teve um dano cerebral por conta de um acidente automobilístico e sua família. Todos foram unânimes dizendo que o sistema (Alphalearning) os tem ajudado, tanto no entendimento de o que havia errado com eles como no controle e reversão dos seus problemas.

Depois da tão alardeada "Década do Cérebro" na qual a nossa habilidade de observar este enigmático órgão em fantásticos detalhes, o que podemos fazer com esse conhecimento? "A maioria dos sistemas em neurologia são bons apenas para diagnosticar, nada mais," explica o corpo médico do Alphalearning. "Pode-se encontrar onde o problema está mas o que se pode fazer? Talvez encontrar um certo estímulo ou exercício - ouvir uma música, brincar com uma bola - mas nada localizado, e sempre muito lento".

Todos que eu tenho falado, sem exceção, têm sofrido uma reação muito agressiva pelos seus médicos, psicólogos, professores e especialistas do cérebro.

Sim, é assustadora a mudança. Conserte um fígado e você melhorou a saúde de alguém; conserte um cérebro e você estará mudando quem alguém "é".

Mas mesmo que apenas metade do que se diz do sistema fosse verdade, ele poderia anunciar uma nova era no entendimento humano da relação entre mente e corpo, na educação, na saúde, reabilitação nos presídios, desafios esportivos e mais. Olhe para as falhas nas nossas escolas, a epidemia de degeneração cerebral nos idosos, prisões cheias de pessoas sem educação, bombas-relógio de frustrações.

A questão é: o que nós - sociedade, governos, empresas - iremos fazer a respeito? Nos últimos 10 anos, sem suporte ou reconhecimento, cientistas no Alphalearning Institute dizem que frequentemente se sentem como se estivessem jogando toda a sua pesquisa fora. "Isso nos assusta, esta porta que abrimos". Os críticos podem dizer que não deveria funcionar - "eu tenho uma pequena idéia de como acontece", diz um dos cientistas, "mas eles simplesmente não podem argumentar que não funciona; eu tenho 3.500 casos e os seus 40.000 EEGs gravados que mostram que funciona".

NOTA:

Uma história da ciência sobre frequências cerebrais


A primeira tentativa de entender os estados mentais de um ponto de vista científico foi em torno de 100 anos atrás, quando Richard Caton, cientista Inglês, descobriu que o cérebro emitia impulsos elétricos. Estas ondas cerebrais são padrões de ondas elétricas geradas no cérebro de cada pessoa como um produto da ação combinada de mais de 100 bilhões de células nervosas interconectadas.

Frequências cerebrais são medidas em termos de hertz (Hz), ou ciclos por segundo, e são medidas através de um eletroencefalograma (EEG). Pesquisadores provaram que as frequências cerebrais determinam (e não apenas refletem) que estado mental nós estamos experimentando a cada momento.

Através da medição da produção de ondas cerebrais com um equipamento de EEG, as frequências que produzem estes vários estados mentais podem ser vistas numa tela de computador. As quatro categorias gerais de ondas cerebrais e as suas principais características são:

Ondas Beta, com o padrão de frequência mais alto (14-30Hz). Geralmente ondas Beta são caracterizadas pelo pensamento lógico e analítico. Elas são o nosso estado desperto, alerta.

Ondas cerebrais com um padrão de frequência entre 7-12Hz são conhecidas como ondas Alpha. Elas ocorrem mais frequentemente quando estamos num estado calmo e relaxado, ainda que mentalmente alerta e absorvendo informações. Elas levam o nome de Alpha por terem sido as primeiras ondas cerebrais a serem isoladas pela ciência.

As ondas Theta abrangem o intervalo de 3-5Hz e são caracterizadas por um relaxamento profundo e foco interior. Este estado é também associado com a memorização e acesso à memória, assimilação de novas informações com grande retenção, elevada motivação para alcançar um objetivo, explosões de criatividade, intuição e novos padrões de comportamento.

Ondas Delta vão de 0.5 a 2 HZ e são associadas com uma sensação extremamente relaxada caracterizada pelo sono e pelo controle da dor.

Cada uma dessas ondas elétricas representa maneiras distintas de perceber, processar, aprender e assimilar informações (de fato, todos os tipos de ondas são produzidos todo o tempo, mas há uma preponderância de uma sobre as outras em função da atividade cerebral).

As frequências geradas no cérebro são resultado do estímulo externo que foi transmitido ao cérebro através de impulsos elétricos vindos de diferentes sentidos. No entanto, a predominância de uma onda especificamente desejada (logo, um estado mental), pode ser criada por vontade própria através de treinamento.

Apenas em torno de 1938 que o médico e cientista Alemão Hans Berger conseguiu isolar uma onda cerebral, a então chamada onda Alpha, com uma frequência em torno de 7 a 12 Hertz. Seu objetivo era isolar a "onda do aprendizado" e usá-la para ensinar os soldados a usarem todo o novo e moderno equipamento militar mais rapidamente. Assim como Richard Caton antes dele, Hans Berger teve que usar agulhas em seus pacientes para conseguir uma leitura precisa. Mas ao contrário de Cade, Berger teve um número ilimitado de "cobaias" com as quais ninguém se importava com o que acontecia. Misericordiosamente, a despeito da sua carnificina, Berger terminou as suas pesquisas sem qualquer idéia de como replicar ou ensinar aos soldados a gerarem esta onda por vontade própria.

O próximo avanço no treinamento das ondas Alpha, algumas vezes chamado de tecnologia do transe, veio em 1970, quando Maharishi Mahesh Yogi começou a ensinar Meditação Transcendental. "A primeira forma de meditação que você poderia aprender sem se sentar numa rocha por 20 anos".

Enquanto executivos de grandes corporações se tornavam mais e mais sobrecarregados com informações no final da década de 1980, se tornou amplamente desejável que técnicas novas e mais eficientes de aprendizado deveriam ser dominadas.

De acordo com uma pesquisa da época pela European Commission de Bruxelas um executivo sênior gastava em média 3 das suas 10 horas de trabalho diário lendo. Um aumento na eficiência de leitura de 3 para 1 economizaria duas horas diárias. De acordo com a mesma pesquisa o custo médio para uma companhia por esse executivo estava acima de USD 200 / hora. Assim, um executivo que dominasse uma nova técnica poderia economizar USD 8.000 mensalmente para a sua companhia.

Em cooperação com os executivos seniores de mais de 100 corporações internacionais, o Alphalearning Institute foi criado em 1989 para conduzir um projeto de pesquisa para determinar que tipo de treinamento de frequência cerebral poderia aumentar a eficiência do aprendizado.

Testando e estudando os cérebros de centenas de pessoas de alto desempenho, executivos e altos escalões militares e governamentais - foi possível descobrir a frequência cerebral precisa que eram necessárias para realizar várias atividades mentais e físicas.

Este foi o primeiro estudo de ondas cerebrais realizado com pessoas de super-alto desempenho, ao contrário daqueles realizados com pessoas com conhecidas desordens cerebrais ou apenas normais. Tornou-se claro que os melhores de cada área, como leitura, memória, criatividade, persuasão, etc. usavam frequências cerebrais específicas - e todos os excelentes em cada atividade tinham a mesma frequência para cada tarefa.

Eles fizeram estes mesmos testes em desportistas amadores e profissionais, homens e mulheres, de golfistas e atiradores a atletas e obtiveram o mesmo resultado: melhor equilíbrio cerebral corresponde a melhor performance e melhor habilidade de alcançar um "silêncio interior" produz melhores resultados sob pressão.

Para determinar como esses estados mentais poderiam ser replicados em outras pessoas, o Alphalearning Institute começou a garimpar as técnicas ancestrais confiáveis de alcançar o equilíbrio cerebral.

Em vários aspectos, as práticas Tibetanas foram a seguir provadas válidas pela ciência quando esta finalmente desenvolveu uma tecnologia sofisticada o suficiente para testá-las. Os tibetanos descobriram muitas verdades científicas através da observação empírica. Mas o que a ciência é incapaz de explicar, ela também se recusa a abraçar.

Quando o Instituto Alphalearning alegou nos primeiros anos da década de 1990 que dano cerebral poderia ser consertado - não apenas reparando as células mortas, mas fazendo crescer novas - isto também estava contra uma ortodoxia científica de 100 anos de idade. Mas quando em 1999, pesquisadores da Princeton University descobriram que novos neurônios são continuamente adicionados ao córtex cerebral de macacos adultos, os cientistas perceberam que os humanos finalmente não estavam necessariamente presos ao número de células cerebrais com as quais nasceram.

Jules Marshall é um escritor de tecnologia e cultura, assim como um designer de multimídia que vive em Amsterdam. Como editor da MEDIAMATIC e escritor do magazine WIRED, algumas de suas publicações incluem: ELLE (França), THE GUARDIAN (UK), WIENER (Alemanha), GEO (Alemanha), e NATIONAL GEOGRAPHIC.

Ler a primeira parte anterior deste artigo em: "Revolução Alphalearning"
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